domingo, 23 de agosto de 2009

NADA COMO UMA MADRUGADA APÓS A OUTRA

Nada como uma madrugada após a outra. Pra mim, a madrugada começa a partir da meia-noite, mas tem seu ápice lá pelas 2, 2 e meia da manhã. É nesse período de madrugada onde as ideias surgem, no silêncio absoluto da rua, da casa, do quarto. A única coisa que pode ser ouvida é o barulho da fonte do computador que dita o som da madrugada, ultimamente fria.

Lá pelas quatro da manhã, os pensamentos confusos e excêntricos tomam a sua melhor forma. Uma madrugada epifânica, um telefonema apaixonado às 3, 3 e meia da madrugada, a voz de sono dos dois lados, uma que foi acordada e a outra que não consegue dormir.

Lá pelas 5 horas da manhã, o sono começa a ficar mais intenso, as ideias começam a surgir. Eis que surge uma coisa mais mecânica: montar o livro de crônicas e imprimir seus capítulos. O relógio marca 5:34, o céu começa a ficar amarelado, avermelhado...e o Sol vai despontando no horizonte. 6:27: Já é dia, o Sol bate forte, o movimento de carros se acelera, os passos rápidos tomam as ruas, o metrô lota, os ônibus ficam abarrotados de gente e os trens também.
Escolas, faculdade, trabalho...A vida sai da madrugada e vira dia.
As luzes do céu vão se acendendo e as ideias se apagando.

Nada como uma madrugada após a outra.

Um comentário:

Thayrine disse...

"A vida sai da madrugada e vira dia."
Muito bom.